Lençol do meu avô
não tenho ouro, prata nem cobre!
não consegui na vida nenhum bem de valor
não descendo de nenhuma família nobre
sou filho de um rude agricultor.
o lençol que na noite fria me encobre
é o mesmo que um dia encobriu o meu avô
minha genealogia é de toda pobre
mas tenho um coraçao cheio de amor.
a agua na minha casa era posta no odre
sempre fiu necessitado e desde criança
a enxada de minhas mãos nunca se apartou.
o que eu nunca perdi foi a esperança
como perder o que em mim nunca se achou?
só tenho pra dividir contigo o lençol do meu avô.
*Jideão Viana de Araujo

Oi encontrei seu site nessas “naveganças” pelo google e achei muito bom. Parabéns, goste bastante. Um abraço.
Oláaa Zuza! Obrigada, espero que volte mais vezes.
abç,
Artemis