O mau samaritano
(Murilo Mendes)
Quantas vezes tenho passado perto de um doente,
Perto de um louco, de um triste, de um miserável,
Sem lhes dar uma palavra de consolo.
Eu bem sei que minha vida é ligada à dos outros,
Que outros precisam de mim que preciso de Deus
Quantas criaturas terão esperado de mim
Apenas um olhar – que eu recusei.
In: A poesia em pânico. Rio de Janeiro, Cooperativa Cultural Guanabara, 1938.

Que lindo e… que tapa na cara né?
Acho que já fiz tanto isso também… nunca parei, nunca… o que pode ser um sorriso e um bom dia no meio do nosso dia tão atribulado…será que perderemos tanto assim com isso? ou ganharemos muito mais?
é de se pensar…
bjos
[...] daqui. Quantas vezes tenho passado perto de um doente, Perto de um louco, de um triste, de um miserável, [...]
Linda mensagem. Uma verdade incontestável. Lindo Blog.
Muito interessante este poema, nos mostra o quanto somos egoistas, muitas vezes não paramos pra perceber o quanto as pessoas precisam da gente.
Este poema quer nos dizer que precisamos ser mais humildes, ajudar a quem precisa.