Esqueço do Quanto me Ensinaram
Deito-me ao comprido na erva.
E esqueço do quanto me ensinaram.
O que me ensinaram nunca me deu mais calor nem mais frio,
O que me disseram que havia nunca me alterou a forma de uma coisa.
O que me aprenderam a ver nunca tocou nos meus olhos.
O que me apontaram nunca estava ali: estava [...]
Arquivo da categoria ‘Alberto Caeiro’
Publicado em Alberto Caeiro, Fernando Pessoa em Agosto 31, 2009 | 1 Comentário »
“Pouco me importa”
Publicado em Alberto Caeiro em Maio 12, 2008 | 2 Comentários »
POUCO ME IMPORTA
Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me
[...]
“Que me dera”
Publicado em Alberto Caeiro, Fernando Pessoa em Junho 27, 2007 | 1 Comentário »
“Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando…
Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira…
Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por [...]
“Ele dorme dentro da minha alma”
Publicado em Alberto Caeiro, Fernando Pessoa em Junho 19, 2007 | 1 Comentário »
Num Meio-Dia de Fim de Primavera
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais [...]
“Para que bate o luar na relva?”
Publicado em Alberto Caeiro, Fernando Pessoa em Junho 18, 2007 | Deixar um comentário »
O Luar
O luar quando bate na relva
Não sei que cousa me lembra…
Lembra-me a voz da criada velha
Contando-me contos de fadas.
E de como Nossa Senhora vestida de mendiga
Andava à noite nas estradas
Socorrendo as crianças maltratadas …
Se eu já não posso crer que isso é verdade,
Para que bate o luar na relva?
