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Arquivo da categoria ‘Alceu Valença’

Leque Moleque
(Alceu Valença)
Primeiro a luz e o verbo
Depois reluz invenção
O sopro, o barro, a vida
Na carne de uma canção
É como um sonho, uma reza
Um ato de solidão
A energia dos doidos
Motor da imaginação
Não me peça que eu mate
O moleque que mora comigo
Ele é feito de barro
É meu lado bandido
É meu lado palhaço
É meu lado doído
Chirumba-bá
Gê-gererê
Amim sem [...]

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Senhora Dona
Se tudo passa como te falei um dia
Eu passarinho
Tu passarias
E segue o tempo
No prumo do seu caminho
Tu passarias
Meu passarinho
Seremos servos à mercê do Deus
destino
Dos dissabores
Dos desatinos
Senhora Dona dos meus mares e
navios
Eu passaria
Eu passarinho
Seremos servos à mercê do Deus
destino
Dos ditadores
Por Deus menino
Senhora Dona dos meus mares e
navios
Eu passaria
Eu passarinho

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