Estou Cansado
Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em [...]
Arquivo da categoria ‘Álvaro de Campos’
“A certa altura, a gente tem que estar cansado”
Publicado em Álvaro de Campos em Julho 3, 2007 | Deixar um comentário »
“Trago dentro do meu coração,como num cofre que se não pode fechar de cheio”
Publicado em Fernando Pessoa, Álvaro de Campos em Abril 29, 2007 | Deixar um comentário »
Álvaro de Campos
Passagem das Horas
Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
A entrada de [...]
“Eu”
Publicado em Fernando Pessoa, Álvaro de Campos em Abril 24, 2007 | Deixar um comentário »
Poema em Linha Reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente [...]
