CARLOTA
A Carlota Valença
Quis bordar teu nome amado
E roubei uns fios de ouro
Das tranças de teu cabelo
Tão longas e perfumadas…
Depois do nome bordado
Com aquele cabelo louro,
Cuidei ver o Sete-Estrelo
Nas sete letras douradas
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SIMPLES
Eu amo as minhas lembranças,
Minhas saudades e dores,
Assim como amo as crianças,
Os passarinhos e as flores.
A criancinha que chora
É como o lírio ao nascer:
Um raio de sol implora
Para que chegue a viver.
E o raio de sol que damos
À pobre criança é o beijo…
O lábio que nós beijamos
Ressoa como um harpejo.
O pequeno passarinho
Esmola também o amparo:
Ai! [...]
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Poema atribuído a Auta de Souza, pós morte!
CARTA ÍNTIMA
(Auta de Souza)
Escuta, meu irmão! Pelo caminho
Da miséria terrestre há muitas dores;
Muito fel, muita sombra, muito espinho,
Entre falsos prazeres tentadores.
Há feridas que sangram… Há pavores
De órfãos sem lar, sem pão e sem carinho:
Confortemos os pobres sofredores,
Almas saudosas do Celeste Ninho!
Jesus há de sorrir [...]
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