Reconstituição
(Elisa Lucinda)
Tive de repente
saudade da bebida que eu estava bebendo…
tive saudade e tentei me lembrar que gosto faltava,
qual era a bebida…
Fui procurando entre copos e móveis
e dei com sua boca.
A saudade era dela
A bebida era o beijo.
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“A bebida era o beijo”
Publicado em Elisa Lucinda em Agosto 26, 2009 | Deixar um comentário »
“vestido curto na alma de dentro…”
Publicado em Elisa Lucinda em Agosto 23, 2009 | 1 Comentário »
O Amor de Dudu nas Águas
(Elisa Lucinda)
Estou virando uma menina
tornada mulherinha
com tanta coleirinha
de maturidade
ainda assim me sinto parida agora
tenra, maçã nova
nova Eva novo pecado.
Tudo gira e eu renasço menina
vestido curto na alma de dentro…
Deixo no mar os velhos adereços
a velha cristaleira, os velhos vícios
as caducas mágoas.
Nasce a mulher-menina de se amar
com água no ventre e [...]
“O itinerário das vias de cada um vai estourando como bolas de aniversário na minha cara e vai ficando longe o tempo em que os meus não morriam”
Publicado em Elisa Lucinda, Life em Fevereiro 19, 2009 | 2 Comentários »
“Deus ri
A lista de mortos da gente vai aumentando com o tempo.
Quando eu era pequena não tinha noção desse morre, nasce…
Mesmo porque ninguém meu morria.
Tudo tinha um quê tão definido de eternidade,
tudo durava tanto e a vida não faltava.
A vida era pontual como os quintais e as goiabeiras ali.
Todo dia ali, existindo.
Eu não tinha a [...]
E eu encontrei você!
Publicado em Elisa Lucinda em Fevereiro 19, 2009 | Deixar um comentário »
Da chegada do amor
(Elisa Lucinda)
Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um [...]
Publicado em Elisa Lucinda em Abril 7, 2008 | Deixar um comentário »
O Poema do Semelhante
(Elisa Lucinda)
O Deus da parecença
que nos costura em igualdade
que nos papel-carboniza
em sentimento
que nos pluraliza
que nos banaliza
por baixo e por dentro,
foi este Deus que deu
destino aos meus versos,
Foi Ele quem arrancou deles
a roupa de indivíduo
e deu-lhes outra de indivíduo
ainda maior, embora mais justa.
Me assusta e acalma
ser portadora de várias almas
de um só som [...]
